Hotel Ibis Bastille Opera Paris

Em abril de 2012 fizemos a nossa tão sonhada primeira viagem pela Europa, um roteiro de três deliciosas semanas recheadas de coisas bacanas que vimos, descobrimos e experimentamos.

Passar uma semana em Paris já era um acerto antigo entre mim e o meu marido-historiador, que desejava visitar muitos lugares relacionados com a revolução francesa. A programação na cidade ficou por conta dele, enquanto eu, mais prática, fiquei responsável por procurar um hotel para nós.

Nos hospedamos no bairro da Bastille, bem próximos à praça, no hotel Ibis Bastille Operá.



Eu normalmente evito essa rede de hotéis porque, em muitas cidades que já visitamos, não achei que eles eram bem localizados. Esse, no entanto, estava muito bem recomendado pela galera do TripAdvisor

Ficamos muito satisfeitos com a estrutura do hotel, limpeza, decoração, atendimento e localização.


Localização

O Ibis está bem próximo de duas estação de metrô: Bréguet-Sabin e Bastille. 

A primeira, linha M5 laranja, fica a uma quadra do hotel. É a mesma linha das estações de trem Gare de L'est e Gare du Nord. Como chegamos na cidade de trem internacional, fizemos o nosso traslado rapidinho e sem dificuldades. Vale ressaltar que a estação não tem elevador e nem escada rolante, como a maioria das outras estações.


Praça da Bastille - foto de Barmy Bee, flickr

Na estação Bastille passam 3 linhas de metrô: M1, M5 e M8. A linha 1 é a mais útil para quem vai turistar pela cidade. Entre o hotel e essa estação há restaurantes, lojinhas, mercados, bares, barraquinhas de comidas, padarias... então o caminho, embora mais longo (umas 3 quadras), era o nosso preferido.

Há uma feira de rua que acontece no canteiro central do Boulevard Richard Lenoir (a uma quadra do hotel) às quintas e sábados de manhã, boa para quem quer comprar ou experimentar frutas, queijos etc. 



Estrutura e amenidades

O hotel é exatamente como mostra no vídeo promocional:

Carregando o video do hotel: :Ibis Paris Bastille Opera 11eme - Paris


O nosso quarto era mais espaçoso do que o do vídeo, mas nada de extraordinário no tamanho. Decoração agradável e limpeza satisfatória. O banheiro era pequeno, mas nada sofrível.

Internet gratuita sem fio no quarto e dois computadores no lobby para os hóspedes. Não tenho certeza se o uso dos computadores do hotel era totalmente sem custos, porque estávamos com o nosso.

O hotel tem 3 elevadores espaçosos e que nos serviram com muita rapidez durante toda a semana. Até mesmo quando chegavam grupos inteiros de turistas, esperávamos apenas por alguns segundos.

O café da manhã custava 9 euros por pessoa e era no esquema buffet-coma-à-vontade. Muitos hóspedes optavam por ele pela praticidade, mas nós nem provamos. Havia outras opções mais baratas bem próximas, como a padaria da esquina. 

Croissant delícia e bolinho de chuva dos sonhos na padaria da esquina. Custou 6 euros toda essa combinação.


Um ponto que, para nós, foi ao mesmo tempo positivo e negativo é que o hotel não guarda gratuitamente as bagagens dos hóspedes que não estejam acomodados em um quarto. Ou seja, se você chegou antes da hora do check-in ou precisa deixar as malas no hotel depois do check-out, terá que pagar por isso. 



A quantia, no entanto, é baixa e você ainda terá a segurança de ter a sua bagagem dentro de um armário trancado por você e não acomodada pelos corredores ou embaixo de mesas, como elas normalmente ficam em outros hotéis.

Os valores dos armários variam conforme o tamanho: 2 euros o pequeno, 3 euros o médio e 4 euros o grande para um dia inteiro. Pode-se deixar a bagagem por até 7 dias no hotel, dentro desses armários. Eu adoro essa possibilidade!  Usamos o grande, que acomodou bem 2 malas médias e as nossas bolsas. 

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Chegando em Amsterdam

Quem chega em Amsterdam de avião ou trem, provavelmente se dirigirá à estação central para, depois, seguir em direção ao hotel.
Bem em frente a ela, a oferta de transporte é grande: você não terá problemas para chegar até a sua hospedagem, caso não consiga ir até lá caminhando. 

Foto de ajlenehan - Flickr



Sem a informação já anotada sobre qual ônibus ou trem deve pegar e onde descer, é possível encontrar dificuldades em consegui-la na hora. Não esqueça: o idioma do país não é o inglês.
Muita gente fala inglês, mas é bastante comum encontrar pessoas que não falam nada ou muito pouco do idioma. Por isso, a minha dica é que você entre em contato com o seu hotel e pergunte essas coisas antes de viajar.
Também tenha um mapa de ruas com você, para evitar perder-se enquanto carrega a sua mala. É muito fácil confundir-se naquela dezenas de canais, ruas e vielas.

Um dos mapas que conseguimos no nosso hotel. Esse é da LoversConmpany













Do aeroporto até a estação central
Há um trem que parte do aeroporto em direção à estação central e que custa cerca de 4 euros.
Foto de kpmarek - Flickr


Comprar o bilhete do trem é bem chatinho e muitas pessoas sentem dificuldade em fazê-lo. Passamos por isso e demorou para entendermos o funcionamento das máquinas amarelas no saguão do aeroporto.

Foto de EKPark - Flickr

Se você preferir encarar a fila para comprar com um funcionário, achará com facilidade os guichês para isso. No entanto, será cobrado por ser atendido pessoalmente.
Veja abaixo o passo-a-passo das máquinas amarelas (prepare-se para as fotos de péssima qualidade a seguir rs).


Na primeira tela (foto da esquerda) você escolhe o tipo de ticket (no nosso caso single, pois não retornaríamos para o aeroporto). Em seguida (foto direita), o destino: Amsterdam Centraal. A máquina pedirá que você c







Na tela seguinte, foto acima, as duas primeiras colunas mostram as escolhas que você já fez nos passos anteriores. Começam, portanto, a partir da terceira coluna as próximas decisões que você deverá tomar:

* categoria (segunda classe),
* full fare (preço total sem descontos)
* o dia de uso (válido para o dia), 
* a quantidade de tickets (compramos 2: um para cada pessoa),
* a forma de pagamento. 

As formas de pagamentos são limitadas a cartão de débito ou crédito. Uma pequena taxa é cobrada para a segunda opção. O VTM não se enquadrou em nenhuma das duas opções então, se estiver somente com ele, nem perca seu tempo e vá direto até um funcionário.
Com o ticket em mãos, basta olhar nos painéis os horários e a plataforma dos próximos trens.

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Amsterdam express

Amsterdam é uma cidade toda diferente, cheia de canais e pontes, bicicletas amarradas em todos os cantos e um trânsito maluco que a gente, em muitos momentos, duvida se está mesmo ocupando o lugar certo. Difícil saber o que é calçada, rua, trilho de trem, ciclofaixa...



Como eu desabafei nas minhas primeiras horas por lá: é uma cidade aguada gente! Água para todo lado. E quando você menos espera, já está se localizando assim: meu hotel fica depois de duas pontes e três canais.



Caminhar é a melhor forma de conhecer a cidade, então um sapato confortável deve ser aquele item obrigatório na sua mala. Outra coisa essencial é um mapa de ruas, porque aquele monte de vielas e pontes confunde a gente.


Se você não comprar um guia de viagem com mapa para levar, imprima um mapinha para chegar, pelo menos, até o seu hotel: o mapa de ruas no centro de informação turística não é distribuído gratuitamente, mas o do hotel sim.

De Waag, um antigo portão da cidade e onde funciona atualmente um café

Ficamos apenas dois dias na cidade. No primeiro, aproveitamos o sol e o céu azul, com direito até a uma temperatura amiga do turista (nem frio, nem calor) para caminhar pela cidade, passear no Vondelpark e nos arredores do Rijksmuseum, onde estão as famosas letras "I am Amterdam" e uma pracinha bem gostosa. 




Depois de tirar uma bela foto em frente, encima, ao lado ou dentro das letras mais famosas da cidade, sente-se no gramado ou em um dos bancos da praça para apreciar o movimento de pessoas e divertir-se com os turistas que resolvem tirar diversas fotos em cada letra da frase. Que coisa irritante gente! Nós encontramos um casal assim. Descansamos por quase meia hora ali na praça e, quando fomos embora, eles ainda estavam na metade da frase! rs



À noite também fizemos uma boa caminhada pela cidade e aproveitamos para conhecer o Red Light District que, como você já deve ter lido a respeito, as moças expostas nas janelas não permitem serem fotografadas. Isso não quer dizer que não tenha turistas fotografando, mas evite o transtorno: elas gritam e até vão atrás do paparazzi tomar satisfação.



No dia seguinte, nublado, aproveitamos para visitar o Anne Frank House (imperdível!), o mirante da Bibliotheek e para caminhar até o moinho de vento que tem ali perto, um pouco depois do NEMO e o Maritime Museum. 

Estátua de Anne Frank e entrada do Anne Frank House

O vento congelante e o cinza, que parecia ter impregnado em toda a paisagem - céu, pontes, canais e construções - fazia a gente desejar um local fechado e quentinho para se refugiar. 

Vista a partir do mirante da biblioteca




Antigo moinho da cidade

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Quatro dias em Dublin

A Irlanda foi um país que entrou no nosso roteiro de viagem por um simples motivo: uma grande amiga mora lá. A vontade de encontrá-la era tão grande que, entre uma cidade mega turística e outra, Dublin estava bem no meio com apenas uma atividade importante: matar a saudade! A nossa programação ficou por conta dela.

Saint Patrick's Cathedral, igreja anglicana do século 13



Em quatro dias de estadia, visitamos alguns dos principais pontos turísticos de Dublin e demos duas escapadinhas, em Powerscourt e Dun Laoghaire, cidades bem próximas e de fácil acesso através de transporte público. O restante do tempo gastamos percorrendo a cidade, curtindo algum parque urbano ou papeando mesmo.

Meu parque favorito, o St. Stephen's Green, daqueles que a gente deseja ter perto de casa, sabe?


Passear às margens do Liffey foi uma das coisas que eu achei mais bacana de fazer. Por ali há prédios interessantes, pontes, esculturas...







Se você já visitou os nossos vizinhos argentinos, certamente vai reconhecer na ponte Samuel Beckett alguma semelhança com a Puente de la Mujer, em Puerto Madero, Buenos Aires. Isso porque foi o mesmo arquiteto, o espanhol Santiago Calatrava, que desenhou ambas. Em Buenos Aires a ponte representa um casal dançando tango, enquanto em Dublin é uma harpa, com os cabos de aço como cordas.

Uma pena que as minhas fotos da ponte não ficaram boas. Essa é de JimmyPierce (flicr)




Aqui, uma foto de como a ponte chegou em Dublin - flicr de mac_filko

As sete esculturas que retratam as vítimas da grande fome irlandesa, ocorrida na década de 1840, caminhando pela cidade em direção ao mar, esperando partir em um dos navios para uma terra nova são bem impressionantes.

The Famine Sculptures (Norma Smurfit, 1997) - em memória das vítimas da Grande Fome
Detalhe da escultura

No Grand Canal Square, bem em frente ao teatro, tem alguns bares e restaurantes que ficam cheios em dias de sol. É um lugar gostoso de conhecer, mas seria preciso desligar o vento para eu apreciar ficar sentada em uma das mesinhas ao ar livre.

Foto de JimmyPierce (flicr)


Não cheguei a caminhar até a roda gigante, uma espécie de versão humilde da London Eye, mas acho que vale a pena subir para espiar a cidade lá do alto.

Mapa distribuído nos pontos de informação turística da cidade

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